VII Jornada Mundial dos Pobres
 

Com o tema: "Fome, economia e caminhos de duração" as Pastorais sociais realizaram na manhã do último sábado (18/11), no auditório da Cúria diocesana de Garanhuns, uma palestra em alusão ao VII Jornada Mundial dos Pobres ministrada pelo professor Paulo Rubem Santiago.
Se fizeram presentes o administrador diocesano Pe. Aldo Mariano, o padre referencial para as Pastorais sociais o Pe. Everaldo, também a vereadora Luzia da saúde, o coordenador da pastoral universitária Lucas Rodrigo, a presidente da Cáritas diocesana de Garanhuns Aparecida Nascimento, como representantes das inúmeras Pastorais como CPT, pastoral do idoso, CEB'S, pastoral da criança, vicentinos, entre outros.

Durante a palestra, Paulo chamou a atenção que "um diagnóstico errado leva a sacrifícios inúteis" e o "método errado me leva a causas equivocadas", deu o exemplo do caso da microcefalia em bebes das gravidas que não era só por conta do Zica vírus, mas quando foi feito uma pesquisa mais afundo descobriu que era um problema de desigualdade estrutural, que quem estava ficando doentes eram as pessoas que moravam em locais sem saneamento básico e sem plano de saúde. 

A mesma questão se percebeu com questão da Pandemia, "o vírus se desenvolve e avança onde a desigualdade e maior" 

Citou também um poema "ver as coisas por fora é fácil e vão, porque por dentro das coisas é o que as coisas são" 

Então, estamos numa época que temos conhecimento e tecnologia suficiente para que todos vivam bem, porém não há uma distribuição igualitária dessas riquezas.

O Brasil fatura por ano de 10 a 12 trilhões de reais em riquezas (IBGE), então não pode dar a desculpa de que não tem dinheiro para investir em educação, na saúde, com pessoas pobres.

As divisões das riquezas ocorrem pelos impostos que são feitos pelas leis, ou seja, pelo parlamento. Os impostos do Brasil deveriam ser cobrados baseado nas rendas e não pelo consumo. Assim como ocorre em outros países. 

Antigamente tudo era feito com base de trocas, depois pelo linho, em seguida pelos metais e então pela moeda. Até alguém pensou que a moeda não era só para pagamento, também poderia servir como reserva. 
 
Foi então que surgiu o "Capital financeiro", a questão do empréstimo com juros (dando espaço para usurai); dinheiro que gera dinheiro, sem passar pela produção. O Brasil está sendo desindustrializado.

 
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